sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A mídia numa fagulha de setembro



Numa conjuntura politicamente marcada por denúncias midiáticas, violências espetacularizadas, frases de efeito, contingências descontextualizadas e ainda a "vida que não imita a arte" (Platão nunca diria que imita, a arte seduz nossos sentidos e nos desvia das reflexões sobre a verdade), o discurso midiático legisla, adestra opiniões e das nossas TVs (e smartphone) surgem alienígenas e salvadores da pátria numa fagulha de setembro.
 
Seguramente o filósofo Guy Debord continua atual quanto a sua análise sobre debilidade espiritual, muito embora a bipolaridade e o fetiche de mercadorias tenham buscado novas reconfigurações e ressignificados. Vale a pena citá-lo: "o espetáculo é a ideologia por excelência, porque expõe e manifesta na sua plenitude a essência de qualquer sistema ideológico: o empobrecimento, a submissão e a negação da vida real. O espetáculo é, materialmente, a expressão da separação e do afastamento entre o homem e o homem" (DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. 2003, p.161-162).

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A (CONS)CIÊNCIA DO EU




E se o Eu que penso é aquele que apedreja?
Das entranhas do abismo em que me perca,
moram os fantasmas que me levam ao teu beijo,
e as amarras que seguram o meu peito,
Medeia persiste o frívolo do íntimo preconceito.



Porém, as verdades que transitam minha mente,
são as mesmas que imitam o meu sim,
uma ontologia que desceu com um querubim,
alimenta a consciência para um bonfim
e minha surdez frente o sedutor sibilar da serpente.

Se a lucidez faz-me ter a certeza do meu EU,
a minha ciência nasce na consciência do infinito.