quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Tessituras da Modernidade: entre o público e o privado
























Nasceu mais uma criança (intelectualizada) entre os debates da madrugada, desta vez em parceria com minha esposa que divide comigo as discussões e inquietações de um mundo "moderno" perpassado por tessituras e contextos subjetivos. Trata-se do meu novo livro em co-autoria com Cíntia Leticia, "Tessituras da Modernidade: entre o público e o privado" lançado pela Editora Idéia, já como publicação de 2011. Com venda pela Editora e com os autores ao preço de R$ 35,00.

Este livro acabou sendo o resultado de pesquisa acerca do fenômeno da modernidade expresso em tessituras, contextos e recortes dos espaços privados e públicos da História de nossas instituições sociais. Não há aqui nenhuma idéia conclusa e nem determinada, apenas algumas pistas de leituras interdisciplinares acerca das diferentes conjunturas sociais a partir de uma perspectiva teórica da historiografia cultural para entender as transformações no espaço privado, particularmente no âmbito da família, das identidades, do gênero feminino e das realidades do trabalho, bem como uma abordagem do espaço público na perspectiva da zetética jurídica para estudar as instituições políticas e jurídicas, a partir da idéia de participação política e das ações de promoção dos direitos sociais, que acabam sendo expressões das ações em trânsito dos espaços públicos e privados dos sujeitos sociais.

Para entender as tessituras da modernidade, ou seja, a organização e contextura, permeada pelo entrelaçamento de espaços privados e públicos que se metamorfoseiam, é preciso conceber este fenômeno multidimensional a partir da idéia de conhecimento reflexivo que se forma nos bastidores das ações de homens e mulheres nas
conjunturas determinadas por diferentes categorias políticas, sociais, culturais-identitárias, econômicas etc. Defende Habermas (2002, p. 121), que “a época moderna encontra-se, sobretudo, sob o signo da liberdade subjetiva”. Que se realiza, segundo ele, na sociedade como um espaço. Ao propor uma reflexão tão instigante e provocativa sobre o fenômeno da modernidade com todas as suas tessituras em aberto se abre a possibilidade de pensar sobre o destino das instituições sociais frente à transitoriedade do mundo moderno.

Em breve estaremos disponibilizando para as vendas online e pessoalmente, espero que gostem do debate atual e polêmico sobre os espaços públicos e privados.

Feliz Natal e um Novo Ano propício às inquietações do pensamento e ao debate saudável!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sementes do amanhã !




"Ontem um menino que brincava me falou,
Hoje é a semente do amanhã,
Para não ter medo que este tempo vai passar,
Não se desespere, nem pare de sonhar,
Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs,
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar.
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá.
Nós podemos tudo, nós podemos mais.
Vamos lá fazer o que será!" (Gonzaguinha)



Faz quase um ano encontrei nas ruas do centro antigo do Rio de Janeiro a menininha Paloma, órfã de pai, moradora de uma das comunidades cariocas (leia-se favela carioca), um doce de criança, mais doce que as balinhas que vendia... Acabamos por fazer amizade, compramos, conversamos, lanchamos e brincamos, até que pensei, "numa criança tão inocente há tanta esperança"! Que Deus ilumine os destinos daquela pequena criança feliz!

Desde os tempos de minha infância que escuto (sonhando como Paloma) com predestinação a musica "Sementes do amanhã" não apenas pela letra um tanto utopia e romântica que sua melodia me traz, mais também, por revelar em suas entrelinhas a filosofia de Jean-Jacques Rousseau um dos ícones do contratualismo e da filosofia pedagógica contemporânea. Escuta-la é como se reportar à infância e aos sonhos encantados dos desejos inocentes do "bom selvagem" ou do racionalismo "revolucionário de inspiração liberté, igualité e fraternité" nos moldes rousseaunianos.

Nestes tempos festivos de muita reflexão em virtude das celebrações natalinas e das espectativas em torno do Novo Ano, recuperar o entusiasmo do gênero humano em sua "Fé na vida, fé no homem, fé no que virá" é um momento oportuno para pensar que devemos estar motivados para as surpresas que nos esperam em 2011, acredito que o iluminismo racionalista nascido desde os séculos XVII - XVIII legou ao Ocidente uma contribuição importante para pensar sobre a vida, sobre as instituições, sobre as relações sociais e sobre o mundo, o devir (como diriam os fenomenológos).

Não vou me alongar muito, apenas trazer para os que tiverem interesse um artigo que escrevi e publiquei (http://revistatema.facisa.edu.br/index.php/revistatema/article/view/7) a poucos anos atrás que analisa a proposta rousseuniana com sua carga epistemológica de viés político, que entende que o homem é um ser destinado a educar-se e a aprender a viver com os outros.

Acreditar que o entusiasmo (vejam o brilho nos olhos de Paloma!), palavra grega (do grego en + theos, literalmente 'em Deus') que significa 'ter um Deus dentro de si' (como os gregos eram politeístas, ter a crença e a experiência em um dos deuses da cultura clássica seria ter animo para transformar a natureza e lutar por seus objetivos), pode nos trazer o encantamento humano nos tempos modernos para aprender em cada dia iluminado pela pieté (compaixão) e pelo amour propre (amor proóprio) a aprender vivendo à viver feliz!

"Nós podemos tudo, nós podemos mais.
Vamos lá fazer o que será!"

sábado, 4 de dezembro de 2010

Professores e aluno de Direito apresentarão artigo em Congresso Internacional















Por: Ascom, em 01/12/2010

* Temas usados: Congresso, Direitos, Humanos
Fonte: http://www.cesed.br/portal/?p=4839



Os professores do curso de Direito da Facisa, Fernanda Isabela e Marcelo Eufrasio, além do aluno Thiago Fernando, irão apresentar, cada um, artigos no II Seminário Internacional em Direitos Humanos, que acontecerá de 07 a 10 de dezembro, em João Pessoa, cujo o tema será “Direitos Humanos e Integração Latino-Americana”.

A professora Fernanda Isabela apresentará o tema Programa de Direitos Humanos e a Transposição Didática para Professores, no grupo Educação e Direitos Humanos. Conforme a professora, a formação de docentes é um tema que tem suscitado debates, principalmente na perspectiva do Programa Educação em Direitos de Humanos. Desse modo, vislumbra-se a necessidade de se pesquisar sobre a Educação em Direitos Humanos na academia, que, embora tenha status de uma política pública de governo, é tratada como tema transversal na educação básica e superior, dada a intencionalidade educativa da EDH de respeito à dignidade humana mediante a vivência dos valores.

“Descreveremos a transposição didática como uma ferramenta pedagógica para a formação do professor, a partir das diretrizes do PEDH. Nessa perspectiva, a transposição didática desenvolverá a capacidade de associar e adequar a teoria à prática, através do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH)”, destacou.

Já o professor Marcelo Eufrasio pretende enfocar a inserção dos jovens no mercado de trabalho – pesquisa que vem desenvolvendo no doutorado em Ciências Sociais da UFCG – a partir das lutas de afirmação dos direitos humanos de segunda dimensão; bem como os direitos sociais na América Latina, particularmente nas experiências de participação da juventude na contextualização histórico-social das ações estudantis e operários do México e Argentina, que se formou em meados do séc. XX.

Ele considera que o legado que permanece da juventude latino-americana, neste caso, no cenário mexicano com os jovens estudantes desejosos do trabalho fabril digno, bem como do movimento dos piqueteiros na Argentina, tem em suas fileiras muitos jovens ociosos pelo trabalho e pela participação política, o que significa a preponderância de mecanismos muitos sutis de resistência dentro desses movimentos de luta em favor dos direitos sociais.

No mesmo congresso, o aluno de Direito da Facisa, Thiago Fernando, irá tratar das atribuições da Organização das Nações Unidas – ONU a partir de um estudo com base na ética kantiana. O pesquisador trabalha o conceito de paz perpétua, como sendo a única alternativa definitiva para a guerra, compreensão da paz não como uma trégua entre conflitos, mas uma verdadeira transformação da guerra em paz, com base na obra À Paz Perpetua (1795).

“Buscamos entender de que forma a deontologia kantiana influenciou e continua a proporcionar diretrizes éticas às instituições como a ONU, que busca a consecução dos direitos humanos no contexto global. A partir das leituras realizadas, vemos que há uma forte influência da filosofia kantiana na necessidade de composição de uma entidade supranacional e diplomática que promova a paz universal”, concluiu.