domingo, 28 de fevereiro de 2010

Olá pessoal! Estamos começando nossa viagem rumo as travessias de pensar sobre o ser e sobre as inquietações que giram em torno do mundo. Para isso, trago um pequeno texto que escrevi em 1997 ao qual faz parte dos meus arquivos de um caderno que intitulei como sendo "The book of life and other stories", espero que peguem carona nesse encantamento:


Travessias na noite


Venha nascer da noite,
fugir das trevas e do obscuro
tornar-se seguro,
revelar-se na profundeza do ser
integrando a vida
naquela realidade perene
em uma cerimônia solene
mistificando-se na riqueza
que é a escuridão inebriante
não do obscurantismo penetrante,
mas a levedura lapidar
que é a vida,
toda ela em escondida plenitude
na humilde e segura penumbra de uma vela.


(Marcelo Eµfrasıø)

Algumas reflexões sobre o mundo do trabalho






















Nosso grupo de pesquisa da unitrabalho (UFCG/UFPE/UNICAMP/USP) em evento na Fundação Joaquim Nabuco em Recife em novembro passado


Ao início deste período letivo estou postando breves reflexões e algumas perspectivas sociológicas do mundo do trabalho diante dos novos arranjos que as instituições sociais e até jurídicas vêm procurando se moldar dentro da lógica do capitalismo na contemporaneidade, principalmente com a questão da (nova) informalidade.
Onde se encontra a garantia do emprego estável no mundo capitalista atual? O Estado e a iniciativa privada garantem alguma coisa inflexível nas relações empregatícias? Como pensar a governabilidade, a sustentabilidade e (in) formalização do trabalho, se em alguns casos parece que as próprias medidas legais e governamentais institucionalizam a informalidade? Essas são questões que perpassam as novas dinâmicas do capitalismo, principalmente na redefinição de categorias sociais até então formais no campo da economia, da sociologia e do direito, o tema que nos inquieta é a (nova) informalidade. Como garantir direitos (o direito a ter direitos, como lembra a filósofa Hannah Arendt), se as relações capitalistas hoje metamorfoseiam as relações entre público e privado? Logicamente que os direitos sociais parecem estar ameaçados, mas como lembra o sociólogo francês Robert Castel uma questão essencial nestes tempos é refletir sobre as novas formas da exclusão existentes na sociedade contemporânea, como medida indispensável para entender se a dinâmica da luta pelo emprego não se sujeita exclusivamente ao mercado, por outro lado, deve-se pautar pelas sucessivas tentativas de coesão social, visto que a solidariedade e o acesso aos direitos sociais não se constroem pela competitividade, é porque as práticas governamentais como medidas de políticas de assistência social visam equacionar certas carências de natureza social.

Marcelo Eµfrasıø

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